Mostrar mensagens com a etiqueta Tugas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tugas. Mostrar todas as mensagens

Em tempos de crise não devia de haver esquisitice

16 maio 2009
Todos nós sabemos (alguns muito bem) o quanto difícil está a vida neste momento. Os empregos escasseiam e aqueles que existem são mal pagos. No entanto, a meu ver mais vale ter um mal pago do que não ter nenhum. É preciso pagar as contas e colocar comida na mesa. Nestes últimos tempos tenho trabalhado mais que a conta. Apesar de gostar muito daquilo que faço, nestas alturas o gosto desaparece e só nos apetece mudar de vida. No entanto é uma situação esporádica, um sacrifício em prol de uma causa maior. E quem fala no meu emprego fala em tantos outros onde de vez em quando é necessário um esforço extra para manter a empresa, manter o emprego, ir um bocadinho mais além.
Por estas razões não percebo a atitude de certas pessoas. Recusam trabalhos porque são "uma seca", porque é preciso ter responsabilidades, porque começam por baixo e não são logo chefes, porque é preciso fazer sacrifícios em nome na equipa. Nestas ultimas semanas duas das minhas colegas despediram-se. Foram para o desemprego por "esquisitice", por ser demasiado trabalho, pelo horário das nove da manha as sete da tarde ser incompatível com a sua vida social, por recusarem ter posições baixas mesmo não tendo experiência nem qualificações para ser chefe. Não consigo perceber. Começo a achar que esta é a mentalidade dos portugueses e por isso é que o país não anda para a frente.
Como diria o meu ex-chefe "Para competirmos com as outras empresas da Europa que trabalham 8 horas diárias, nós portugueses temos de trabalhar no mínimo o dobro".

Afinal estamos em crise ou é impressão minha?

27 dezembro 2008
Este ano devido à crise financeira que nos afecta a todos, restringi os presentes apenas àqueles que me são mais próximos. Gosto muito de dar presentes, de preferencia algo que sei que a pessoa vai gostar. Infelizmente este ano, com as despesas a aumentar e o salário o mesmo de sempre, não foi possivel, fiquei-me pelas lembranças e alguns chocolates para a malta gulosa do laboratório :). Afinal eles aturam-me todos os dias, merecem nem que seja uma coisinha doce.
No entanto, numa das minha aventuras por um dos grandes centros comerciais de Lisboa na compra das prendas de natal, apercebi-me de que os portugueses podem estar todos em crise e endividados até às orelhas, mas viva o consumismo!!! Não faltavam pessoas a carregarem sacos enormes cheios de presentes. Entrei na fnac e era só ver sair televisões, playstations, jogos, consolas e até computadores!! Um exemplo que me chocou este natal: um amigo deu de prenda à filha de 11 anos uma playstation de 500 euros paga a prestações, sim porque os pais estão longe de poder dar prendas destas, só porque a menina fez birra e disse "Mas eu quero!!". E depois vêm feitos coitadinhos queixarem-se na televisão que não têm dinheiro para a comida nem para pagar as contas. Pudera!
Será que a imagem é assim tão importante a ponto de uma televisão com não sei quantas polegadas ser mais importante que pôr comida na mesa? E as crianças? Que basta fazerem beicinho e os pais vão a correr comprar? Sinceramente é algo que me ultrapassa. Quando eu era criança, bem que gostava de ter tido as barbies e o ken e os adereços todos, mais não sei quantos brinquedos que havia na altura. Mas não tive, não havia dinheiro para essas coisas e não foi por isso que fui menos feliz e menos saudável. É claro que as crianças que sabem que fazendo beicinho e batendo o pé vão ter aquilo que querem, vão continuar a fazê-lo. Os pais é que são estúpidos. (Desculpem lá mas não tem outro nome).
Quando ouvi falar da crise pensei que isto ia realmente apertar e que se ia começar a dar valor ao que realmente importa, mas pelos vistos um par de calças novo continua a ser mais importante que ter um bom pequeno-almoço na mesa....

Alguém quer comprar a Torre de Belém?

16 dezembro 2008
Li hoje no Jornal Publico uma noticia que me deixou verdadeiramente chocada. Dentro em breve será "mais fácil vender monumentos", ou seja, o governo vai alterar a lei de modo a que o património nacional possa ser adquirido por privados. Portanto se houver algum ricaço que lhe apeteça comprar o Mosteiro dos Jerónimos ou a Torre de Belém, para montar lá dentro um hotel de luxo, poderá faze-lo. Mais, o Mosteiro de Alcobaça está em vias de ser o primeiro a possuir um "hotel de charme".
No meu ponto de vista é um atentado à cultura portuguesa. Os monumentos e qualquer património nacional fazem parte da cultura, das tradições, da história e da personalidade do país. É algo que é de todos. A partir do momento que passa a pertencer a alguém isso deixa de existir. Embora o Ministro da cultura diga que "o património arqueológico será salvaguardado", muito me custa a acreditar que isso aconteça, afinal estamos em Portugal e político que é político quer é meter dinheiro ao bolso e o resto que se lixe.
Li a notícia e fiquei sem perceber as vantagens de tal coisa. Alguém me quer esclarecer??