Lei de murphy mais fofucha e quiducha aqui do Je!

23 julho 2014
Agora que o trabalho está a apertar que nem um maluco, que são as duas últimas semanas antes das férias, férias em que tenho de escrever que nem uma desalmada ou a minha tese não vai sair da cepa torta, a oftalmologista resolveu dizer-me  que tenho uma alergia gigante nos olhos, ao ponto de estarem inflamados. Já tive direito a vários derrames. Daqueles em que estou muito bem a conversar e puf! rebenta uma veia e fico com o olho todo vermelho.
Agora que estou quase na altura das caipirinhas e dos mojitos, vou ter de me enfrascar em antibióticos e ainda por cima em gotas (o que eu gosto disto...). Devia de colocar o computador "em pausa" (mais vale cortar logo os pulsos), não ver tv e nem ler.
Resumindo, vou fugir para uma ilha no meio do pacífico, curo os olhos, cago de vez na tese e nos cabelos brancos que já ganhei à custa disso (mais a chefe, os colegas sacanas, os clientes chatos, o ter de acordar cedo, etc, etc), ganho finalmente uma corzinha de gente e perco o ar de múmia, alimento-me de cocos e sou magra e feliz sem me chatearem a cabeça. Parece-me sem dúvida um bom plano.

Rubrica: O que não fazer/escrever numa candidatura/CV

21 julho 2014
Uma das desvantagens de trabalhar numa empresa composta por três ou quatro gatos pingados, é que toda a gente tem de ser multi-tasking. Para além da posição oficial no departamento de produção, também tenho umas "perninhas" em vários outros departamentos. Um deles o de recursos humanos. Quero com isto dizer que todos os currículos/candidaturas que são enviados passam pelas minhas mãos. A minha empresa tem a política de que se deve dar sempre uma resposta, mesmo que seja negativa. Pode não ser logo no dia, nem na mesma semana, porque às vezes o resto do trabalho não deixa ter tempo, mas tem de se dizer qualquer coisa. É uma questão de respeito por quem está do outro lado. E essa tarefa é minha.
Com a crise, o número de candidaturas aumentou e o desespero às vezes é demasiado visível. Ao fim de 5 anos a olhar para currículos, a quantidade de asneiras e erros graves que vi, já são tantos que achei que seria útil partilhar o que não se deve fazer. Às vezes é tão mau, que fico com o coração apertado por quem procura e não se apercebe que mete a pata na poça que chego ao ponto de dar conselhos para futuras candidaturas, para que tenham mais sorte.

Espero que a minha experiência, com a qual também fui aprendendo, sirva pelo menos para que tenham algum cuidado e atenção na altura de escrever o CV. 





Momento feliz do dia de hoje

20 julho 2014
Queimei a sopa. Como é que raio se queima uma sopa? Não sei. Mas que a queimei, lá isso queimei. Dentro da panela de pressão. Epá, alguém que me ofereça um curso de culinária e rapidamente. Ainda não estou em mim. É impossível uma pessoa dita normal queimar uma sopa. Sério. Isto começa a preocupar-me.

Querido S. António, parte 520...

16 julho 2014
Meu querido santo, chama lá o cupido e aprocheguem-se a mim. Temos que conversar. Parece que já fizeram merda...


09 julho 2014


Prometo que estarei de volta em breve...só mais uns dias...

Franjas longas

24 junho 2014
Resolvi fazer uma franja longa. Ou melhor, perante a minha indecisão a cabeleireira sugeriu-me uma franja longa à qual eu decidi dizer que sim. É verdade que a última vez que usei franja devia de ter uns cinco anos, e por isso não estou de todo habituada mas acho que algo de estranho se passa com esta franja. Seria suposto poder "pôr para o lado" caso não gostasse dela. E não gosto. Porque não cai bem. Não cai fluída como as franjas me fartei de ver na net e que tanto cobicei. Está muito "direita". Mas também não dá para disfarçar. Só colocando um gancho, o que me dá ar de menina de coro. "Ah e tal, mas tens de esticar para ficar bonitinha". Esticada não vejo um boi à frente. A história do "colocar de lado" serve para cabelos que não o meu, liso e fino que só ele. Como queixar-me de que quero o meu cabelo de volta não funciona, meninas de franjas longas alguma sugestão?
20 junho 2014

Ai que Azia!

17 junho 2014
Depois de um fim-de-semana muito bom, daqueles que apetece repetir, que sabe a verão, com calor, praia, festa, santos populares e boa companhia,  a derrota portuguesa deixa um grande amargo.
Estiveram mal, muito mal. Não reconheci a nossa selecção, nem a garra que lhe é tão conhecida. Atitudes desnecessárias (Pepe, ainda me vais explicar o que raio te passou pela cabeça), lesões inexplicáveis (que andam vocês a comer/fazer para logo no primeiro jogo ficarem com os músculos em frangalhos?), atitude irreconhecível.
Perdi o entusiasmo...

A sorte é que sou uma gaja com sorte

11 junho 2014
Olhar para um post-it na agenda, com "ter uma ideia brilhante para a tese" escrito e sublinhado, durante três dias funciona! Orientador já concordou. Parece que a tese está finalmente ongoing! É deste minha gente! É desta!

Ah, e o bilhete perdido para a corrida também já foi resolvido. Venham de lá essas dores nas pernas!

O que é um Stalker - parte II

Depois do episódio das flores resolvi pesquisar o assunto. Fiquei assustada. Podia estar a ser perseguida e não sabia. Pesquisei e fiquei de queixo caído quando li as estatísticas. De acordo com o site da APAV, tudo o que se passa comigo faz parte do comportamento típico de um stalker. É assim que eles começam e achar que ignorar vai fazer tudo acabar por cair no esquecimento, é o primeiro passo para colocar a nossa segurança em risco. Bolas, eu dei por mim a olhar por cima do ombro quando saía do trabalho. Nos primeiros dias a seguir ao episódio das flores, conduzia a olhar constamente pelo vidro retrovisor para tentar perceber se estava a ser seguida. Parecia que estava a viver um filme!
Há pessoas que são perseguidas durante anos. Anos e anos a fio! 32% da população portuguesa é ou já foi vítima de stalking, 75% já recebeu mensagens exageradas de afecto. A maioria por parte de ex-companheiros mas existem muitos casos por parte de desconhecidos. Pode ser um amigo, um vizinho, um colega de trabalho, alguém com quem tenham contactado por motivos profissionais. Nem todos os stalkers são necessáriamente violentos, podem ser apenas uns grandes chatos que não nos largam, mas não vale a pena esperar para ver. Infelizmente, a polícia em Portugal nada pode fazer nestes casos. Só há intervenção das autoridades em caso de ameaça à integridade física, basicamente depois de levarem uma sova ou uma facada. É triste mas é a lei que temos. 
O que me aconselharam a fazer: 
      - Guardar tudo o que tenha dele: sms, emails, cartões, etc. Podem vir a servir de prova caso a situação se agrave.
      - Avisar as pessoas que me rodeam: amigos, família, colegas de trabalho. É mais seguro se toda a gente estiver alerta, para além de que impede que alguém lhe passe informações pessoais minhas.
      - Não o enfrentar! Até pode parecer um lingrinhas a quem nós damos 10 a 0, mas nunca se sabe se terá uma arma.
      - Assim que entrar no carro, trancar imediamente as portas e variar o percurso até casa e a rotina diária.

O meu caso é dos mais suaves. É apenas um grande melga, que não sabe receber um não, que está em desespero por não obter resposta e acha que me vai vencer pelo cansaço com tanta mensagem. Mas não posso ignorar. Tenho de colocar "a boca no trombone". Pela minha segurança. Por todas as pessoas (não é exclusivo das mulheres) que não sabem como dar voz à sua dor. Porque pode parecer algo muito simples, mas mexe com o nosso dia-a-dia, mexe com o nosso sistema nervoso, mexe com a nossa segurança. Eu fiquei-me pelas insónias mas mesmo sem violencia física, os efeitos físicos e emocionais na vítima são devastadores: náuseas, dores de cabeça, distúrbios de apetite, exaustão, ataques de pânico e ansiedade, e em casos mais graves depressão, perturbação de stress pós-traumático, tentativas de suícidio, entre muitos outros. Não podemos fechar os olhos e achar que só acontece aos outros, porque não acontece, porque pode estar mesmo ali ao lado.