Bonito serviço!!

29 julho 2013
Tenho a dizer-vos que se algum dia colocarem canela em vez de noz moscada na vossa Carbonara, ao mesmo tempo que fazem um bolo e falam ao telefone com a mãe, não há problema nenhum. Vão conseguir sobreviver...

#57/115

24 junho 2013
Nada como uma boa causa para ajudar a levantar o ânimo. 5Km este domingo de manhã. Corpinho dorido mas a alma feliz.

Em guerra com o mundo

18 junho 2013
Mais um de muitos dias não. Quando se faz terapia é mesmo assim. Um dia damos um passo em frente, no dia a seguir damos 3 ou 4 para trás. Depois de um dia afogada em papel; depois de voltar a relembrar que aquela pessoa ligou o botão OFF em questão de segundos e não, não nos quer de volta de maneira nenhuma; depois de cair em mim e lembrar que tenho um corpo tão afanadinho que tenho de dizer ao relógio biológico para ir tocar para outras freguesias;  depois de andar entalada nos transportes publicos e depois de uma hora a levar nas orelhas do Dr. J. e quando finalmente consigo chegar a casa a pensar "Sobrevivi!", a única coisa que me apetece é enfiar-me debaixo dos lençóis e acordar daqui a cem anos.
Só me resta enfardar as gomas que estão ali a chamar por mim e esperar que o ânimo regresse.

#52/115

Como ser feliz durante 30 segundos.

Um petit-gateau. Recheadinho com chocolate. Que derrete rapidinho no microondas. Que se espalha assim que se espeta o garfo. Que consola até a alma de defuntos. 30 segundos foi o tempo que levei a devorar um. Fui feliz durante aqueles 30 segundos.



Todas as manhãs a mesma história...


Dizem que o tempo cura tudo

17 junho 2013
Mas o que é que se faz quando somos nós que não queremos que o tempo passe? O que é que se faz quando curar significa esquecer uma das nossas melhores lembranças? O que é que se faz quando deixar que o tempo cure tudo, é deixar que o tempo leve o melhor que houve de nós nos ultimos tempos? O que é que se faz quando o que precisamos esquecer e que nos faz sofrer, é ao mesmo tempo a nossa luz ao fundo do túnel e a nossa esperança de que é possivel? O que é que se faz quando queremos que o tempo cure tudo mas não queremos ser curadas?

Das coisas que me intrigam...

14 junho 2013
De todas as vezes que me encontro com o Dr. J., ele tem sempre um sorriso para dar, um ombro para desabafar, sempre calmo e bem disposto. E acreditem que se há coisas que até têm piada e nos fazem desatar a rir feito estúpidos no meio do consultório, também há coisas que me fazem sair de lá com vontade de esquecer que a minha vida existe. Mas o que me faz confusão e já várias vezes me perguntei a mim mesma é, mas este homem não tem dias maus? Nunca está chateado ou triste? Tem uma vida assim tão perfeita que leva com os problemas dos outros como se nada fosse? É certo que é a profissão dele e é para isso que eu lhe pago mas quer dizer, sejamos realistas, os psicólogos também são humanos e têm problemas e dias maus como qualquer um de nós. Um dia pergunto-lhe qual é o truque....é que até me dava jeito. E a memória de elefante do homem? Nem vos conto...

Carta ao meu rico Santo Antoninho

13 junho 2013
Querido Santo António,

Ontem foi dia de festejos e folia. Comemos bifanas com sabor a sardinha até rebentar, bebemos sangria manhosa até cair para o lado e bailhámos muito ao som do "Cheira bem, cheira a Lisboa".
Ao contrário dos outros anos e do que manda a lei, não levaste moedinha*. Estamos em crise, o FMI anda a rondar e o governo manda apertar o cinto começando pelo corte nos salários. Considerando que o teu desempenho tem deixado bastante a desejar nos últimos tempos, achei por bem relembrar-te que para se receber pilim é preciso dar no duro. Fazer o mínimo e indispensável para que não se perca o estatuto, nos tempos que correm não é suficiente. Fazer onze casamentos num ano, qualquer santo de beira de esquina é capaz de fazer (basta dar um empurrãozinho à Câmara Municipal de Lisboa) e com a taxa de desemprego que por aí anda, o que não faltam são santos dispostos a ocupar o teu lugar em troca da moedinha habitual e de um serviço como manda o figurino. Sei que possuis o estatuto de Santo há já alguns anos e que com o passar do tempo cada vez é mais dificil exigir de ti o que quer que seja. És mais ou menos como aqueles funcionários públicos que já estão no seu posto há décadas. E que por mais antipáticos que sejam, ou que por mais papel que se acumule e que por menos que façam para cumprir as funções para as quais são pagos, não há maneira de os tirar dali porque já fazem parte da mobília.
Para além do desleixo nas tuas funções, tens andado a perturbar colegas de departamentos adjacentes ao teu. Constou-me que andas a ocupar grande parte do teu tempo a fazer pausas para cafézinhos com o Sr. Cupido. Já a minha mãezinha dizia que excesso de cafeína faz mal à saúde. Ultimamente, o Cupido tem apresentado muito pouca eficiência no seu trabalho devido a uma tremura de mãos na altura de usar o arco e flecha. Lá está, cafeína a mais. O que, por sua vez, tem provocado um crescente prejuízo na minha sanidade mental. A partir de hoje acabaram-se os cafézinhos com seres alados. Não é um pedido, é uma exigência.
Concentra-te em contribuir para o crescimento português, de preferência com alguma qualidade e a preencher os requisitos mínimos. A conta no psicólogo agradece e as minhas noites de sono também.
Depois disto, espero que repenses a tua atitute nos próximos 12 meses. Vemo-nos em 2014 para novo balanço que, apesar das  muitas más previsões, se espera mais positivo.


Com os melhores cumprimentos,

Assinado
A tipa que te faz a folha se voltas a repetir as façanhas dos últimos tempos.




* na noite de santo antónio, uma das muitas tradições ligadas ao santo casamenteiro passa por "pedir" um noivo, atirando uma moeda para cima da estátua que está localizada junto à Sé de Lisboa. 

É hoje!!!

12 junho 2013

Coisa da Psicologia #3

Oh homem, decida-se! Ou acha que devo ficar sozinha ou acha que devo de procurar a última batata frita no meio do deserto do Saara. Entretanto, eu gostava bastante de preservar o que me resta da minha sanidade mental...

(na consulta, depois de falar sobre um jantar de amigos que não via há muito tempo)
Dr. J. - E achou alguém interessante?
Eu - Não. Pelo menos não nesse sentido...
Dr. J. - Sabe que seria uma situação possivel de acontecer e prefeitamente normal?
Eu - Sim, sei disso. Mas não.
Dr. J. - Sabe que pode confiar em mim e ser sincera?
Eu - Continuo sem me sentir interessada...