Aqui que ninguém nos ouve...

14 maio 2013


#18/115

I'm not sure about that...

13 maio 2013
Os peritos dizem que eu não tenho inseguranças, tenho é um sexto sentido demasiado apurado. Um caso a pensar ...

Puta de Vida

E desta vez não é a minha.
Ontem no metro, alguém me pediu esmola. Nem sempre dou. Primeiro, porque não posso dar sempre que me pedem. Segundo, porque às vezes fico na dúvida para que será o dinheiro. Mas ontem quando me pediram "nem que seja um cêntimo para que o ânimo não desmoralize", não resisti e dei. Depois de mil e um agradecimentos, só consegui desejar boa sorte. "Que bem preciso para ver se alguém me dá emprego, era só o que eu precisava".
Foi um bater de frente com a realidade. Por muito que os jornais falem nisso, por muitas reportagens que se façam, eu confesso que é um assunto que me passa ao lado somente porque (ainda) tenho a felicidade de não ser um dos afectados. Fui para casa de coração apertado e a pensar que gostaria de ter uma varinha de condão para ajudar quem tanto precisa (ou tomates suficientes para dar dois sopapos no Passos Coelho e restante comitiva).

#17/115


#14, #15 e #16/115

12 maio 2013
Estou podre de cansaço e sono. Tive um fim de semana a mil em terras algarvias. Mimos à mãe. Praia para apanhar sol. Muitos amigos, um dele conhecemo-nos quando usávamos fraldas e voltámos a reencontrar-nos passado mais de 15 anos. Existe algo melhor que isto?

#13/115

09 maio 2013

#12/115

08 maio 2013

#10/115

06 maio 2013
"Como é que se Esquece Alguém que se Ama?


Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.

O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume

#8/115

04 maio 2013

Só foi pena a água estar tão fria e cheia de calhaus (levei logo com um no tornozelo que é para saber o que é bom para a tosse).... de resto, simplesmente perfeito :).