Confesso que não sou nada dada a romantismos. Faltou-me esse gene. Ou pelo menos não sou adepta dos estereótipos como rosas vermelhas ou jantares à luz das velas. Gosto de originalidade, de ser surpreendida, de que a outra pessoa se esforce para conhecer os meus gostos e a minha maneira de ser. Afinal qualquer um pode ir ao ké frô comprar uma rosa vermelha e nem é preciso muito esforço mental visto que eles, literalmente, nos espetam os ramos em frente do nariz.
No entanto tratarem-nos como aos amigos dos copos também não é lá grande ideia. Há coisas que são eternas, como abrirem-nos a porta para passarmos ou carregarem o saco das compras.
No entanto tratarem-nos como aos amigos dos copos também não é lá grande ideia. Há coisas que são eternas, como abrirem-nos a porta para passarmos ou carregarem o saco das compras.
Um dia destes ao entrar num restaurante, ia um casal à minha frente, e no meio da confusão do ou entras tu ou entro eu, um rapaz que ia a sair (por acaso bem giro) segurou a porta para que a rapariga passasse e entrasse. O acompanhante, como interessado que deveria ser no assunto, em vez de a deixar passar, fulminar o outro com o olhar e tentar ultrapassar a situação airosamente... não... passou ele primeiro que estava cheio de fome e ela que fosse atrás e é se quisesse...
Burro ou distraído?
E ainda reclamam quando digo que gosto de ser solteira.

